Entrevista Adriano Lino Greca  (2018)

1.Adriano, você assumiu a Presidência da Federação Espírita do Paraná, há três anos. O que pode nos dizer desta experiência? Quais foram os maiores desafios que você enfrentou?

Acredito que os maiores desafios continuam sendo os da luta contra as nossas próprias imperfeições porque quando estamos bem, tudo acaba caminhando melhor. Consideramos que uma Instituição como a Federação, é muito amparada sob o ponto de vista espiritual. É uma Instituição mais do que centenária. Fundada em 1902, teve na sua História presidentes como Lins de Vasconcellos, Abibe Isfer, João Ghignone e, ao longo de todo esse tempo, se credenciou a esse auxílio espiritual permanente.

Uma Instituição como a nossa jamais estará entregue à mente ou às ideias de uma só pessoa, e nem pode ser assim. O que nos cabe, na condição de presidente, é estarmos bem sintonizados, em paz para que possamos captar as intuições, as inspirações. No mais, é trabalhar aspectos da liderança, distribuição de tarefas para que a equipe possa produzir.

Imagino que os desafios são da nossa própria intimidade. Naturalmente, aí há muitas particularidades, aquelas questões do dia a dia de uma Instituição grandiosa. A Federação é uma Instituição grandiosa. Possui unidades sociais integradas, como o Hospital de Psiquiatria, a Escola Profissionalizante, Centros de Educação Infantil, Editora, Livraria, vários Departamentos, enfim, é uma equipe muito grande. Desafiador, nesse sentido, mas precisamos estar sempre conectados ao Plano Espiritual e não nos faltam assessoramento, inspiração, o amparo e tudo vai correndo melhor.

2.Como manter esse equilíbrio tendo família, vida profissional e ainda sendo presidente da Federação?

Muito jejum e oração. O auxílio espiritual não nos falta. Mesmo sob o ponto de vista profissional, tenho muito apoio daqueles que me dão o ganha pão. Compreendem as nossas necessidades e nos deram alguma flexibilidade para que possamos controlar isso.

A família é a nossa base, é o nosso apoio, é daquelas questões da maior importância. Graças a Deus, construímos uma família que nos compreende, que nos apoia. Desde quando tive os dois filhos, a nossa família nos apoiava muito. Nunca paramos de trabalhar em função das crianças. Hoje são homens adultos. Vejo que é possível equilibrar tudo isso, com esforço, com dedicação, com auxílio dos amigos. Vejo que é possível seguir em frente.

3.E como você classifica o Movimento Espírita no nosso Estado?

Nosso Movimento continua crescendo. Se verificarmos dados estatísticos, veremos que o Movimento Espírita no Brasil vem crescendo muito. O Paraná cresce acima da média nacional. Estou falando de números, dados estatísticos que comparam o censo do IBGE, realizado no ano 2000, depois em 2010. Estamos na expectativa do censo de 2020 para que se possa perceber e confirmar essa curva de crescimento. Percebe-se isso no grande fluxo de pessoas às casas espíritas, que estão cada vez mais recebendo novas pessoas que buscam o auxílio que só o Espiritismo pode lhes dar, ou que o Espiritismo pode lhes dar de forma muito especial.

É justamente essa preocupação com o crescimento da Doutrina Espírita que nos motivou a trabalhar, desde a gestão do Luiz Henrique, que nos antecedeu, com o Projeto de Qualificação do Trabalhador Espírita, para que a pessoa que chega à casa espírita encontre uma estrutura tanto de ordem material, mas, sobretudo espiritual e de trabalhadores, humana, em condições de dar conta de atender esse movimento crescente.

4. Com esse Movimento crescendo cada vez mais, como unificá-lo? E como você vê a questão da Unificação no nosso Estado?

A Unificação é um conceito que dia após dia as pessoas vão percebendo mais, sobretudo aqueles que estão vinculados ao trabalho federativo, aos órgãos de Unificação.

Acredito que o Paraná tem condições muito especiais. Essa experiência à frente da Federação de alguns anos, na condição de 2º vice-presidente, de 1º vice-presidente e agora como presidente, me permite contato com outras Federativas e percebo que o nosso Movimento é muito capilarizado. Temos uma estrutura organizacional que permite que o Conselho Regional Espírita, vou citar um exemplo: a 13ª Região, Foz do Iguaçu, que tem um determinado número de casas espíritas, eleja o seu presidente de URE. Esse presidente é membro de uma cadeira no Conselho Federativo Estadual. Temos trabalhado, incessantemente, essa necessidade de fortalecermos o Conselho Regional Espírita que são as lideranças, os presidentes dos centros espíritas, na região.

Quando fortalecemos isso, teremos um representante à altura daquele Movimento, membro do Conselho Federativo Estadual, e as decisões tomadas em conjunto, debatidas, discutidas, retornam e alimentam esse sistema.

Citei Foz, mas, temos essa capilaridade em todo o Movimento funcionando muito bem. Vejo que temos condições muito especiais sob o ponto de vista da Unificação em nosso Estado. Claro que esse trabalho é permanente. É uma conscientização permanente, temos que prosseguir trabalhando.
Agora estamos relançando a segunda edição da obra do professor Ney Lobo, Lins de Vasconcellos – O Diplomata da Unificação e o Paladino do Estado Leigo. É uma obra que fala desse homem extraordinário e do seu trabalho em prol da Unificação, não só no Paraná, mas no Brasil inteiro. Lins de Vasconcellos tem uma história que extrapola os limites territoriais, mas, o ideal de Lins de Vasconcellos, se pudéssemos reduzir a uma palavra, seria Unificação.

É uma maravilha podermos ofertar novamente essa obra ao grande público, que estava esgotada, e trabalharmos esses conceitos no Movimento Espírita.

5.Com relação ao Programa de Qualificação do Trabalhador Espírita, que você comentou, sabemos que está previsto o segundo ciclo. O que você espera dessa ação?

Estamos muito otimistas com esse novo ciclo. Esse Programa é de longo prazo, se dá ao longo de três, alcançando quatro anos para sua implementação. É um Programa de fundo, é a base. Estará permanentemente em desenvolvimento.

São quatro fases. Na primeira fase, as vinte e uma UREs enviam um pequeno time, quatro pessoas que se comprometem em multiplicar os conteúdos que receberem durante quatro finais de semana, sessenta horas de atividades, coordenadas por Sandra Della Pola, a nossa irmã gaúcha que está nos brindando com a sua presença também na XX Conferência Estadual Espírita. Esses conteúdos, que falam sobre Movimento Espírita, que nivelam o entendimento e a visão sobre conceitos relacionados também aos princípios básicos da Doutrina Espírita, fazem uma fundamentação. Uma unidade de entendimento é trabalhada. Existem tarefas, existem livros que precisam ser lidos. Então, ao longo de um ano, preparamos os multiplicadores.

Na segunda fase, eles voltam à URE e repassam esses conteúdos. Para isso, eles terão mais um ano. E a terceira fase – os trabalhadores que receberam esse material vêm de volta ao Recanto Lins de Vasconcellos, que é o local onde fazemos esse treinamento, e irão receber treinamentos específicos de cada área. Na quarta fase, eles retornam às suas bases multiplicando aquilo que aprenderam, que compartilharam, que construíram.

Isso é o que vai acontecendo ao longo do tempo. Paralelamente a isso as atividades nos departamentos, os seminários, os mini-cursos, tudo mais que precisa ser feito prossegue caminhando, nada fica parado.

O que queremos com isso? Qualificar a equipe da URE e, por consequência, na fase seguinte, todos os trabalhadores de todas as casas espíritas.

Vivemos o primeiro ciclo. Foi uma experiência, um aprendizado para todos nós. É desafiador porque precisamos de pessoas comprometidas desde o primeiro momento e aprendemos muito. Nesse novo ciclo que se inicia, tenho certeza que vamos conseguir melhores resultados.

6.A Federação também tem uma característica de Editora. Nesta XX Conferência Estadual Espírita estão sendo lançados alguns livros e outros relançados. Pode falar algo sobre esses lançamentos?

Relançamos a obra do professor Ney Lobo, a quem desejamos homenagear também. Incluímos uma pequena síntese biográfica do autor, faltava na obra, sob nossa visão. Então, homenageamos Lins e o professor Ney Lobo.

Estamos lançando, nesta Conferência, a obra de Cezar Braga Said, companheiro paranaense, natural de Londrina, residente no Rio de Janeiro. A obra fala dos desafios da Evangelização Espírita. É uma obra maravilhosa. Ele teve o cuidado, o capricho de colocar em cada abertura de capítulo um texto extraído de obras de Léon Denis, e traz novos paradigmas, faz uma abordagem sobre os paradigmas da Evangelização, propõe novos. É uma obra obrigatória para os evangelizadores da infância e juventude.

Queremos retomar essa atividade dos lançamentos da nossa Editora que, por um tempo, por razões muito particulares, ficamos com poucos lançamentos. Pretendemos implementar. Recebemos durante a Conferência duas novas propostas que serão avaliadas. Não vou dizer para não criar expectativa, mas vamos avaliar essas duas novas sugestões que nos chegaram e trabalhar para editarmos.

Não queremos ter esse compromisso porque acreditamos que não deve ser assim, de lançar uma obra por mês, ou a cada dois meses, ou a cada semestre, ou a cada ano. Queremos lançar obras que realmente contribuam com o Movimento Espírita, porque acreditamos que há muito material, de grandes autores, ainda desconhecidos no Movimento Espírita. Enquanto não trabalharmos melhor tudo que já existe, novas obras precisam ter muita qualidade para que ocupem espaço e verdadeiramente contribuam porque, mais do mesmo, não nos interessa.

7.Falando da XX Conferência Estadual Espírita, como é organizar um evento desta magnitude, que se inicia no interior culminando com estes três dias no Expotrade?

É uma experiência maravilhosa. Naturalmente, trabalhamos em equipe, temos um exército de voluntários. Não sei exatamente o número deste ano, mas está em torno de trezentas a quatrocentas pessoas. São os amarelinhos, os verdinhos espalhados – são as cores dos coletes, trabalhando. Essa experiência que você falou, de levarmos a Conferência na semana que antecede este grande momento que se dá em Pinhais, cidade da Região Metropolitana de Curitiba, essa semana que antecede este momento, que é o ápice, é muito importante.

Neste ano, fomos a quinze cidades: Londrina, Santo Antônio da Platina, Paranavaí, Umuarama, Campo Mourão, Toledo, Pato Branco, São Mateus do Sul, Ponta Grossa. Com certeza, esqueci alguma, mas vamos em frente, são quinze cidades, com os oradores que vêm à Conferência, mas também convidados muito especiais. Neste ano, tivemos o presidente da Federação Espírita Brasileira, Jorge Godinho; tivemos Alessandro Viana Vieira de Paula que é um trabalhador excepcional, colabora muito conosco; Cezar Braga Said, além das Sandras, Della Pola e Borba Pereira; Haroldo Dutra Dias, Alberto Almeida e Divaldo.

Divaldo é impressionante. Ele chegou ao Paraná na segunda-feira. Estamos falando, hoje, domingo. Fecha uma semana. Uma semana que ele está conosco e é muito prazeroso. A Conferência em si não é realização da Diretoria atual, estamos na vigésima. A primeira Conferência se deu em 1994, já havia uma experiência semelhante, realizada em 1992, o Simpósio. Então, desde 1994, inicialmente bianualmente e depois anualmente, vimos realizando a Conferência.

Ao terminar a Conferência, na semana seguinte, iniciamos o provimento da próxima, com a reunião de avaliação. Os temas dos conferencistas são debatidos no Conselho Federativo Estadual, já na reunião de maio. É um trabalho que se faz ao longo do tempo, que tem muita experiência acumulada de uma equipe experiente e muito disposta e que, graças a Deus, nos permite esse sucesso.

Tem também uma característica muito interessante. A Conferência é um grande momento de união. Como ela cresceu muito, tornou-se um evento que extrapola os limites do Estado do Paraná. Isso, na nossa fala de abertura, afirmamos e é um fato. Temos pessoas aqui de todo o Brasil e algumas do Exterior. Isso é uma maravilha. Podemos, neste momento, e especialmente nesta XX Conferência, estamos muito felizes porque toda a Comissão Regional Sul está aqui representada: o presidente da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, da Federação Espírita de Santa Catarina, de São Paulo, do Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro e da Federação de Mato Grosso do Sul. É a Comissão Regional Sul do Conselho Federativo Nacional. Todos estão aqui nos prestigiando. Isso é unificação também. Além dos companheiros da Federação Espírita Brasileira, presidente e o vice-presidente, Geraldo Campetti estão conosco. Isso nos dá muita alegria e fala da importância desse evento que está no calendário nacional do Movimento e atrai pessoas de todo o Brasil, alcança o mundo através dos nossos parceiros, do próprio Canal FEP, no YouTube, aliás, abre parênteses, inscreva-se, ajude-nos, inscreva-se. Também, a FEBTV, a Rádio Fraternidade, Web Rádio Fraternidade.

Temos um alcance que extrapola muito. Daí a nossa responsabilidade. Os trabalhadores voluntários são previamente orientados, conversamos muito sobre isso, as pessoas que chegam, todos os milhares de participantes que vêm, que é uma característica da nossa Conferência. A nossa Conferência é uma Conferência de portas abertas, a entrada é franca, não há taxa de inscrição e nem necessidade de inscrição prévia. O espaço nos permite, temos condições para isso e queremos fazer isso. É uma decisão do Conselho Federativo Estadual de manter a gratuidade do evento e ofertar os grandes oradores, a mensagem que vem através dos grandes oradores a todo o planeta.

A sensação é maravilhosa, poder fazer parte disso. É uma sensação que temos. Todos nós temos. Os curitibanos, de forma especial. Curitiba e região ou Paraná espírita. Estamos aprendendo a perceber isso. A perceber como vem gente de fora. Os hotéis da cidade estão felicíssimos conosco porque estão lotados. Temos que perceber isso e nos colocarmos na condição de anfitriões. Não somos meros organizadores, somos anfitriões de um grande evento, de um evento que nos dá muita alegria, muito orgulho e que pretendemos, se Deus quiser, realizar esses primeiros vinte e mais sabe-se lá quantos eventos como este.

8.Para encerrar, Adriano, gostaríamos que você deixasse uma mensagem para todos os trabalhadores espíritas do Paraná.

A mensagem não podia ser outra senão a de nos mantermos entusiasmados com a tarefa que Jesus nos honrou, com os cargos que ocupamos, com os trabalhos que estão entregues às nossas mãos, porque isso é uma oportunidade para nós.

Somos nós que precisamos da Federação Espírita do Paraná, que precisamos da União Regional Espírita, da URE, precisamos do Centro Espírita.

Somos instrumentos. O trabalhador consciente sabe que é um instrumento da Espiritualidade Superior e que deve se colocar na condição de servidor. Se o Cristo disse: “Estou entre vós como quem serve”, o que vamos querer que não seja fazer isso? Deixemos de lado qualquer desejo de autopromoção, qualquer vaidade e busquemos relembrar os ensinamentos do Cristo que disse com tanta clareza: “Aquele que quiser ser o primeiro seja o servidor de todos.” Se entendermos essa mensagem vamos, com certeza, conquistar o apoio espiritual e a nossa tarefa vai florescer, vai crescer.

Não deixemos o entusiasmo de servir nessa seara maravilhosa e diariamente agradeçamos a Deus por essa oportunidade.
Desejo agradecer também a honrosa oportunidade de participar desta entrevista e ser entrevistado por você, Maria Luiza, que foi minha evangelizanda. Peguei no colo, quero dizer ao Brasil, e criança, vi nascer. Então, realmente temos aqui o fruto do trabalho da Evangelização, servindo à causa. Fico muito feliz de poder ser entrevistado por você.

9. Adriano, esse ano a Conferência inovou oferecendo um bate papo do Divaldo Franco com os jovens de todo o Paraná. A importância do jovem para o Movimento Espírita é muito grande. O que a Federação está fazendo para atrair mais o jovem para o trabalho Espírita?

Primeiro, quero dizer da alegria que foi para nós, que nos faz pensar assim, talvez, por que demoramos tanto? Essa ideia já existia. Outras pessoas, outros companheiros haviam nos passado esse desejo de ver aproveitado, ou melhor aproveitado, ou especificamente aproveitado, dirigido a esse público jovem.

Sempre julgamos que os jovens podem aproveitar esse banquete como os adultos, como nós aproveitamos. Mas, quando falamos especificamente a eles, podemos perceber isso neste evento com Divaldo, é muito diferente.

Desejamos manter a atividade, desejamos ampliá-la dentro do possível, mas queremos dizer que o jovem sempre foi nossa preocupação. O Departamento de Infância e Juventude é o Departamento mais estruturado que a Federação possui e tem uma atuação de muitos anos de trabalho. Temos percebido, nesta fase de transição planetária, que estamos vivendo muitas dificuldades. Vivemos muitas mudanças, nos últimos anos, que impactaram diretamente a vida dos jovens e talvez tenhamos demorado um pouquinho para perceber essas necessidades de mudança, de linguagem, de como melhor trabalharmos.

Isso tudo agora passa a ser motivo de novos planejamentos, de maior investimento, de pauta permanente e constante nas nossas discussões para que realmente se possa investir cada vez mais na infância e na juventude; não só no jovem, na infância e na juventude porque, de fato, o jovem não é o futuro. O jovem é o presente e se não cuidarmos do jovem vamos perceber a dificuldade mais à frente. Estamos assumindo esse compromisso de investirmos mais nas atividades e no movimento jovem especificamente.

Quero enfatizar algo que existe no nosso Estado. O nosso movimento é heterogêneo. Na capital, pela sua grandiosidade, pelo grande número de casas é muito difícil trabalharmos unidos, trabalharmos conceitos. Temos regiões e Inter-Regionais de nosso Estado onde o trabalho com a infância e juventude está caminhando muito bem. Os Encontros Inter-Regionais de Juventude dão sinais e mostram que os frutos estão sendo produzidos.
Na capital e região temos um trabalho belíssimo realizado há muitos anos pelas UREs. Precisamos de um olhar mais cuidadoso. Há muita evasão. Precisamos trabalhar o coordenador de juventude, precisamos ter mais cuidado e mais carinho. E é o que vamos fazer.

Enfim, a importância é indescritível e o que cabe a nós é esforço e trabalho. Se tivermos união em nosso Movimento, não temos dúvida de que vamos conseguir mudar o quadro em pouco tempo, se trabalharmos coletivamente em favor dessa causa.

Entrevista concedida ao setor de Comunicação Social Espírita
da Federação Espírita do Paraná, na XX Conferência Estadual Espírita,
no Expotrade, em Pinhais, em 18.3.2018.
Em 22.2.2021.

Uma realização

Federação Espírita do Paraná
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