Entrevista Raul Teixeira  (2020)

1.Você poderia nos dizer como é ser médium, portando algumas sequelas do AVC, como as que o envolvem? Para o Espírito comunicante, algum procedimento específico para superar esses óbices?

Todos sabemos que o AVC tem muitas vertentes. Muitas são as sequelas de um AVC e há quem não tenha nenhuma. Quando o doente tem socorro fácil, à mão, então, a medicina faz milagre. No meu caso, o AVC teve tempo para me maltratar, fiquei sem atendimento por sete horas. Eu não podia falar, não podia me mexer…
Graças a Deus, o meu juízo ficou intacto. A minha fala está comprometida, estou me tratando com fonoaudióloga, e, confesso que são muitas as bênçãos de Jesus para comigo.
No avião, vi o meu mentor, Camilo, e minha mãe desencarnada. Podia fazer-lhes perguntas, pelo pensamento. No hospital, na primeira noite, vi o Guia José Grosso, que me veio visitar. Fui visitado por muitos Espíritos do Brasil e outros que eu não conhecia.
Somente esses Espíritos, no entanto, sabem o que tiveram que empreender, para que pudessem comigo se comunicar.

2.Você foi sempre alguém que nos relatava ocorrências durante o período do seu sono. A lucidez, nesse período, é a mesma que antes você desfrutava?

A mesma, graças a Deus. Quando eu estava no hospital em Nova York, tinha muita dificuldade para dormir. Então, Camilo me levou muitas noites, para acompanhar os trabalhos deles no Plano Espiritual. Na minha mente estão, bem nítidos, esses trabalhos que se constituíram em uma bênção para mim.

3.Como Espírito, nesse período de emancipação, você se sente liberto das limitações que o corpo lhe impõe?

Quando, no Plano Espiritual, não sinto o corpo me perturbar. Muitas vezes, o Espírito Camilo me pede para falar a Espíritos que sofrem, no mundo espiritual, e estão nas ruas, ou em algum salão. Ali, minha voz é um primor. Quando acordo…

4.Depois de tantos anos de trabalho no bem, é-lhe permitido informar quem foi, em anteriores existências, o Espírito que conhecemos como Camilo?

Camilo me falou que ele foi muito amigo de Francisco de Assis. Chamava-se Maseo. Reencarnou, na França, na cidade de Montigny-le-Roy, com o nome de Nicolas Camille Flammarion.

5.À semelhança de Divaldo, você tem informações de reencarnações anteriores dos que o cercam. Como é olhar para nós, sabendo exatamente quem fomos e, inclusive, ainda portando muitos dos equívocos do nosso passado?

Aprendi com Camilo que, certas coisas, para os médiuns, são somente para ajudar as pessoas. Já me deparei com muitos amores do passado e muitos inimigos. Graças ao Espírito Camilo, não fiz feio.

Entrevista concedida ao setor de Comunicação Social Espírita
da Federação Espírita do Paraná, em 12.3.2020, pelo whatsApp.
Em 25.1.2021.

Uma realização

Federação Espírita do Paraná
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